_________"Pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho" C. S. Lewis________

quinta-feira, 31 de março de 2011

José Alencar


Infelizmente é assim só enxergamos o valor das pessoas quando elas se vão, e foi o caso do nosso ex-vice-presidente José Alencar. Achava que jamais um político teria condições de dar um bom exemplo de vida, ainda mais nos dias de hoje onde a corrupção e a impunidade é o que prevalece em todo o país.

José de Alencar um homem que não tinha necessidade nenhuma para se envolver com política, um homem milionário, dono de uma das maiores, senão a maior empresa no ramo têxtil do Brasil exerceu seus cargos públicos com dignidade, difícil dizer isso de um político hoje, mas ele vai deixar saudade ao povo brasileiro.

Não gosto de política, não sou entendido do assunto e não vou me arriscar a escrever (pelo menos não agora) sobre o que fez e o que não fez José Alencar, quero apenas relatar duas coisas na vida dele, que normalmente tem sido raro encontrar nas pessoas, 1) sorriso no rosto: como é difícil ver pessoas sorrindo, mas não estou falado de momentos específicos, estou falando de sorrir não importa o que aconteça, como por exemplo se você for diagnosticado com câncer, será que conseguiria sorrir alguma vez depois da notícia, 2) dever cumprido: essa foi a resposta dele quando perguntado qual era seu sentimento naquele momento, quantos podem dizer isso hoje, estamos sempre se lamentando por aquilo que não fizemos ou ansiosos por algo que ainda irá acontecer, e dificilmente sentimos que estamos cumprindo nosso dever.

Confesso nunca acompanhei a vida política dele nem acompanho a de nenhum outro, e o sentimento que me veio ao saber de sua morte foi, eu também não me importo com os bons, falo mau dos que não prestam, mas também não presto atenção e não valorizo os bons.

“Se Deus quiser me levar, ele não precisa de câncer. Se ele não quiser que eu vá, não há câncer que me leve. E tudo indica que Deus não quer me levar.” José Alencar

“Não tenho medo da morte e sim da desonra” José Alencar

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